13 de março de 2018

"Movimento em defesa do Brasil"


Movimento em defesa do Brasil.

                   Em Junho de 2002, o então candidato à Presidência da República pelo PT (Partido dos Trabalhadores), o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, leu durante encontro sobre o programa de governo do partido, uma carta, a qual denominou de “Carta ao povo brasileiro”.
                        Usando agora dos meus direitos e deveres de cidadão brasileiro, gostaria de plagiar o mesmo gesto, escrevendo este, o qual denomino de “Movimento em defesa do Brasil”.
                        Gostaria de salientar que não sou “Lulista”, apesar de lhe ter confiado o meu voto, por duas vezes e, muito menos “petista”, apesar de considera-lo o único partido organizado no país, pois é notório, de quem é filiado ao mesmo, não foge à sua ideologia partidária, ou seja, de oposição, e ainda também que, pelo menos por enquanto, não sou candidato a nada, em que pese ter sido em 2012 a Vereador, sendo hoje um escritor e cronista.
                        Logo, iniciando o “Movimento em defesa do Brasil”, venho lhes redigir o texto a seguir, como modelo de protesto pacífico, em busca de nossos direitos e deveres constitucionais, registrados no Título II – Artigos de 5º à 17º - da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e suas Emendas Constitucionais e Decreto Legislativo, citando a parte inicial da carta mencionada, de autoria do então candidato:

                        O Brasil quer mudar. Mudar para crescer, incluir, pacificar. Mudar para conquistar o desenvolvimento econômico que hoje não temos e a justiça social que tanto almejamos. Há em nosso país uma poderosa vontade popular de encerrar o atual ciclo econômico e político”.

                        Vejamos pois, que a carta era até bem intencionada, que de alguma forma e, em alguns casos, surtiram efeitos paliativos, mas como é de natureza da política brasileira, não tiveram continuidade e muito menos consenso das instituições governamentais e sem apoio judiciais, legislativos e partidários.
                        Hoje em 2018, às vésperas das eleições, nos vemos novamente às voltas dos mesmos anseios e com os mesmos problemas para serem resolvidos, agravados pelos escândalos de corrupção, falta de educação, saúde, segurança e, o que é pior, ética e consciência política.
                        Assim sendo continuo, pois a decepção foi grande e necessitamos renovar as esperanças, mas esperança em que ou quem?
                        Nosso povo, ordeiro, de bem, se revela indignado, achando que, o fato de não comparecer às urnas, ou mesmo se votar em branco e nulo, solucionaria em parte os problemas. Ledo engano, pois o título de eleitor é arma poderosa, que faz com que, um monte de desonestos, com raríssimas exceções, lhes visitem de 4 em 4 anos, sob juras de amizades e oportunidades, cabendo-nos saber discernir quem é quem, se vale a pena ou não, e ainda, denunciar as mazelas, se for o caso.
                        Portando, o modelo atual da política brasileira, nos leva a descrença, ao desânimo, negativismo, achando que tudo está perdido, o que não pode ser considerado verdadeiro, já que existe um chavão de que: “O Brasil é o país do futuro”, onde esse futuro, se faz presente.
                        Sendo assim a população almeja, urgentemente, as possibilidades de mudanças do país, se mostrando disposta a apoiar qualquer projeto que, tenha por prioridade, o crescimento do Brasil, na valorização da educação, investimentos na saúde, na gerarão empregos, a redução da criminalidade, o resgate da nossa soberania, para termos a dignidade respeitada em todo mundo, não sendo motivos de chacotas internacionais, e até por nós mesmos.
                        Necessitamos de posturas corajosas e mudanças cuidadosas para punirmos os responsáveis pela situação atual do país, por seus erros, corrupções e, para que a justiça faça valer a “lei igual para todos”, acabando com as impunidades, colocando quem deve nas cadeias, limpando as casas legislativas, fortalecendo os judiciários e a valorizando os cidadãos de bem, quais tenham proposta de patriotismo humanitário.      
                        É chover no molhado, mas o caminho são as reformas tributária, agrária, previdenciária, trabalhista e, mais urgente a eleitoral, contemplando um verdadeiro processo democrático, onde o povo possa ser ouvido e governe juntamente com o próprio governo, ou seja, qualquer que seja a instância, essa será a casa do povo, propriamente dita. Utopia? Não sei. Acredito mais no poder da conversa do que na unilateralidade.
                        O país precisa retomar a sua capacidade de administrar sua dívida interna e externa e endividamento público, o combate à inflação, qual afugenta e preocupa os investidores, onde haja uma melhor geração de empregos e distribuição de renda. Uma política externa que proteja nossos interesses comerciais e solucionar os entraves que prejudicam o comércio internacional, imposto pelos chamados “países ricos”. Afinal o Brasil é rico de tudo, principalmente de seu povo miscigenado.
                        Em resumo, o governo é obrigado a honrar os seus compromissos, sejam eles na educação, saúde, segurança, transporte, emprego, lazer e qualquer outro de sua alçada, constituído pela carta magna, mas alerto que o crescimento não pode e não deve penalizar novamente, nem levar o país à instabilidade, sem o controle das contas públicas e da inflação e ainda, obtidos com uma grande carga de sacrifícios, dos mais necessitados, que outrora já pagaram o preço da injustiça social.
                        Citando ainda mais um trecho da carta do candidato:
                        O Brasil precisa navegar no mar aberto do desenvolvimento econômico e social. É com essa convicção que chamo todos os que querem o bem do Brasil a se unirem em torno de um programa de mudanças corajosas e responsáveis”.
                        E para finalizar, cito uma frase, por ocasião de sua posse, que ora modifiquei, ficando assim:
                        O medo deu lugar a esperança”, mas agora a esperança está perdendo espaço para o medo e a incerteza”!

 Formiga, 13 de março de 2018.
 Antônio de Pádua Elias de Sousa

16 de janeiro de 2018

"Machismo / feminismo"

Machismo / feminismo

Interessante e, ao mesmo tempo polêmico, esse assunto levantando, em forma de protesto, pelas atrizes Hollywoodianas, por ocasião do troféu Globo de Ouro, sobre assédio sexual, por qual afirmam terem sofrido, do qual, eu não coloco, de forma alguma, em dúvida.
Este protesto desencadeou uma série de manifestações mundo à fora, onde até outras divas, opinaram sobre machismo e puritanismo sexual.
A verdade é que:
É da natureza animal, tanto macho, quanto fêmea, reagirem a estímulos sexuais, sendo o ser humano o único que o pratica por prazer, ou mesmo exploração financeira, tendo os demais seres a finalidade única à procriação, ou seja, a preservação da espécie.
Essas reações, é que irão diferenciar uma coisa de outra, tendo portanto, de serem avaliadas em um contesto específico, justamente para se evitar cometer alguma injustiça e condenar alguém inocentemente.
O mundo é movido por amor, ódio e ainda interesses, que acredito ser este último preponderante sobre os dois primeiros.
Devemos ter muita calma, ao fazer julgamentos, até porque, no direito civil existem quatro verdades:
1ª – a do réu,
2ª – a do autor,
3ª – a verdadeira e,
4ª – a do juiz.
Para ilustrar esta minha crônica, gostaria de deixar abaixo algumas definições, para que possamos ter uma melhor compreensão da situação em voga.

1-Galanteio:
Amabilidade, cortejar, finezas, lisonjas, delicadezas, portanto são atenções a quem se quer agradar.

2-Sedução:
É o ato de atrair; fascinar; deslumbrar; cativar, influenciar e persuadir, podendo ser propósito lícitos e até mesmo ilícitos, dependendo do que se quer alcançar, ou seja, o objetivo final.

3-Assédio:
Trata-se basicamente da insistência de alguém para fazer algo contra a vontade de outra pessoa, de uma persuasão, chegando a humilhar este, podendo ser  moral, sexual, psicológico e processual.

4-Discernimento:
É a faculdade racional privilegiada do ser humano, que o possibilita avaliar com sabedoria e inteligência algumas situações que exigirão decisões cautelosas.

5-Livre-arbítrio:
Significa simplesmente a vontade de livre escolha, ou seja, decisão subjetiva e independente sobre o sim e o não, certo ou errado e etc...

Assim sendo, venho concluir que:
Uma proposta, partindo de quem quer que seja, que agrade à ambos, por qualquer motivo e, que vá de encontro aos seus interesses pessoais, jamais, em tempo algum, pode ser considerado ofensivo.
Logo, toda manifestação é válida no sentido de alerta, de reivindicar direitos, sem contudo, generalizar uma ação cotidiana, como sendo esta maliciosa ou mesmo criminosa, até porque, se assim for, perderemos a paz, ao darmos uma saudação, um sorriso, um cumprimento, tendo que nos recolher em clausuras para evitarmos o convívio social, por medo do meu semelhante.
Tudo começa e tem seu fim, no Respeito, seja ele:
1º - de crença,
2º - da raça,
3º - de ideologia,
4º - de sexo,
5º - às artes,
6º - às culturas,
7º - à liberdade.
8º - ao respeito e etc...


16/01/2018
Antônio de Pádua Elias de Sousa
Formiga-MG 

11 de janeiro de 2018

"Quantos anos"?

Quantos anos?

Quantos anos eu tenho?
Não interessa!
E quantos ainda terei?
Isso pouco me importa, não tenho mais pressa!
Apenas constato, que já vivi mais do que ainda viverei.

Portanto, por obrigação, a vida me fez maduro.
Onde colhi e também plantei, companheiros e experiências.
Alguns (mas) certos (as) e outros (as) errados (as).
Mas, é vero, que com todos (as) aprendi.
Assim fiz minha história.

Sou velho?
Não, de jeito algum, apenas a carcaça é que necessita de mais cuidados.
No entanto, o Espírito é juvenil, cheio de planos e boas ambições.
Mas, me reservo o direito de não ter de cumprir mais metas.
Logo, respeitem meu tempo.

Tempo, que aliás, é disponibilizado igualmente pra todos.
Apenas 24 horas por dia, se conseguirem executá-las!
Exercito hoje, mais a paciência e tolerância e menos,
a responsabilidade e o compromisso.
Mas respeitando-os de igual forma.

Meu melhor remédio está na oração.
Tomada diariamente, sem hora marcada e sem contra indicação.
Procurei deixar um legado.
Adquirido por hereditariedade.
Humildade, honra e honestidade.

Tenho certeza que faço o melhor que posso, ciente de que não sou infalível.
E a quem eu amei, eu sempre me expressei.
A propósito: Eu já falei que te amo hoje?
Na outra ponta, já tive raiva, mas nunca odiei.
Vivamos na harmonia e na paz, por muitos anos!

Amem.
Amém.

11/01/2018

Antônio de Pádua Elias de Sousa

Formiga-MG